Homem faturou mais de R$ 2 milhões com serviço de IPTV pirata

Britânico se declarou culpado das acusações de fraude e infração de direitos autorais e pode enfrentar até 12 anos de prisão

O Olhar Digital já falou anteriormente sobre como a pirataria mudou de cara nos últimos anos com a popularização dos serviços irregulares de IPTV ganhando cada vez mais força no lugar do tradicional torrent. A comercialização desse serviço já movimenta grandes quantias, como é o caso de um homem no Reino Unido, que admitiu ter faturado 400 mil libras (mais de R$ 2 milhões) com a venda desses pacotes.

Steven Underwood havia sido indiciado pelas autoridades britânicos por ação da Fact (sigla para “Federação Contra Roubo de Direitos Autorais”), um grupo de proteção à propriedade intelectual de seus membros. Ele acumulava acusações de fraude e violação de direitos autorais por acesso ao conteúdo como os jogos da Premier League e de canais como Sky e BT.

Quando levado à corte, Underwood declarou-se culpado das acusações. Foi o momento em que ele admitiu o faturamento de 400 mil libras, embora não tenha revelado o quanto disso transformou-se em lucro real. Também não ficou evidente por quanto tempo ele manteve a operação até arrumar problemas com a justiça.

Apesar da declaração de culpa, ainda não se sabe quais serão as sanções enfrentadas por Underwood. Uma nova audiência será realizada no dia 19 de dezembro decidirá qual será sua punição pela difusão de serviços piratas de IPTV. A pena máxima por fraude é de 10 anos de prisão, enquanto a infração de direitos autorais pode acarretar um máximo de 2 anos de detenção.

O britânico entrou nos holofotes no início do ano, quando a Fact detectou suas atividades. A investigação do grupo levou a um endereço na região da Cornualha. A partir daí, as informações foram levadas às autoridades britânicas, que realizaram uma operação no dia 16 de janeiro deste ano, na qual foram confiscados vários equipamentos eletrônicos, incluindo um desktop, um notebook e um iPhone. A análise dos dispositivos permitiu a coleta de provas que levou à sua acusação e posterior condenação.


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